Ancelotti não segura olhos marejados e revela que lista foi fechada 5 horas antes de anúncio

Carlo Ancelotti teve uma agenda e tanto nesta segunda-feira Ao meio-dia, o técnico da seleção brasileira fechou a lista dos convocados para a Copa do Mundo. Às 17h, foi feito o anúncio.

O italiano seguiu para a entrevista coletiva e, depois disso, o dia ainda estava longe de terminar. Ancelotti foi ao “Jornal Nacional”, da Globo. Diante de compromissos tão midiáticos, o técnico ficou tranquilo.

Não houve, porém, como segurar a emoção quando foi exibida uma reportagem sobre a trajetória do técnico com a seleção até aqui. “Acho que é um aspecto pessoal. Sou uma pessoa tranquila e quero transmitir isso às pessoas que estão comigo. Sempre digo que não vou falar com um jogador, mas com uma pessoa que joga futebol”, disse.

“Não sou um psicólogo, mas conheço muito bem as pessoas, o que pensam os jogadores, porque eu era um jogador. Eu entendo”, respondeu.

O técnico exaltou a torcida do Brasil e repetiu que foi muito bem recebido no País. “Eu não tive ansiedade para essa lista. É novo, interessante conhecer a paixão que esse País tem por futebol. Pode-se tocar (a paixão) com a mão, é real”, comentou Ancelotti, que revelou ter fechado a convocação ao meio-dia desta segunda-feira, após acompanhar jogos do fim de semana.

Ancelotti também avaliou sua primeira experiência como técnico de uma seleção, além de ser o primeiro estrangeiro no comando do Brasil. “A responsabilidade aumenta, porque estamos fazendo um trabalho para um povo que ama o futebol, que tem a melhor seleção do mundo, da história.”

O técnico voltou a exaltar o carinho do torcedor e comparou o modo de treinar um clube com uma seleção. “Estou contente. Vivo numa cidade fantástica, no Rio, muito bonita. E a recepção das pessoas é muito bonita para mim. Sou estrangeiro ‘entre vírgulas’. O brasileiro é alegre, humilde, parece um pouco do caráter que eu tenho. Estou muito animado, vamos fazer uma boa Copa do Mundo e tentar ganhar”, disse.

“A pressão, eu honestamente não sinto. Sinto motivação, alegria, felicidade por ter a oportunidade de preparar uma Copa do Mundo com o Brasil. Não é uma seleção normal. O Brasil não pode pensar só em participar da Copa, quando ganhou cinco vezes”, avaliou o técnico, que considera o Brasil um dos favoritos, junto de Argentina e França.

Ancelotti falou sobre a situação de Neymar, convocado pela primeira vez desde que ele assumiu a seleção. “Nos últimos tempos, Neymar começou a jogar com continuidade, mostrou evolução física. Não precisamos testá-lo, como não precisamos testar Weverton, goleiro do Grêmio. Pensamos que está bem e por seu talento, sua experiência, sua qualidade, pode dar algo bonito à equipe. Não foco no individual, mas no que ele pode contribuir para o coletivo.”

Ao ser perguntado se o jogador será titular, o treinador manteve a posição já dita pouco antes. “Se merecer ser titular, vai ser. Tem o mesmo papel que os outros 25. Quem merecer vai jogar”, disse, categórico.

Estadão Conteúdo 

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