Ancelotti escala Brasil para amistoso e confirma Marquinhos capitão na Copa
MARCOS GUEDES
TERESÓPOLIS, RJ (FOLHAPRESS)
Se o Brasil conquistar a Copa do Mundo neste ano, o troféu será erguido por Marquinhos em 19 de julho.
O treinador Carlo Ancelotti confirmou que o zagueiro de 32 anos vai usar a faixa de capitão da seleção na edição 2026 da competição, com sedes divididas entre Estados Unidos, México e Canadá.
No amistoso contra o Panamá, porém, a braçadeira deve ficar com o volante Casemiro. Por causa da presença do Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões da Europa, Marquinhos -assim como Gabriel Magalhães e Martinelli, do Arsenal- só vai se juntar ao grupo verde-amarelo nos Estados Unidos.
A expectativa é que essa formação seja utilizada no primeiro tempo no Rio de Janeiro. De acordo com o comandante, haverá múltiplas substituições na etapa final. “Vão jogar todos. É uma partida de preparação e uma partida importante para nos despedirmos de nossos torcedores, em nosso estádio. Então, jogam todos”, afirmou Ancelotti.
Festa com a torcida à parte, o italiano estará atento ao desempenho da equipe na marcação. Embora a dupla de zaga titular -formada por Marquinhos e Magalhães- ainda não esteja à disposição, os primeiros treinos na Granja Comary, em Teresópolis, foram especialmente voltados a um lado do campo.
“Trabalhamos muito a parte defensiva, com muitas informações. Os jogadores na frente têm muita criatividade, muita qualidade. Então, eu não quero passar muita informação nesse sentido [para deixá-los livres]. Já no nível defensivo, é uma informação diária até o último jogo da Copa do Mundo”, disse o treinador.
“Nosso trabalho está focalizado nisso. Os zagueiros, os laterais, os pivotes [volantes] têm um papel muito importante. E a equipe precisa entender bem o que temos de fazer defensivamente. Temos jogadores com muita experiência, entenderam bem. Estou muito motivado, gostei do que vi nos treinamentos”, observou.
Nos dois lados do campo, Ancelotti deseja ver a responsabilidade dividida. Ele chegou a citar Vinicius Junior e Raphinha como peças importantes pelo futebol exibido na Europa nos últimos anos, porém procurou tirar das costas da dupla -especialmente das de Vinicius- o peso de carregar a seleção.
“É óbvio que todos temos muita responsabilidade e muita pressão. Como vamos fazer para ter menos pressão? Uma coisa só: compartilhá-la. Não pode ser uma responsabilidade individual. Às vezes, fala-se muito que o Brasil neste momento não tem uma estrela. Pode ser verdade. Não temos um Pelé, um Romário, um Ronaldo. Mas podemos ter uma responsabilidade compartilhada.”