Fábrica Social inicia turma de 2026 com quase 800 alunos
A governadora Celina Leão abriu, nesta quinta-feira (18), a aula inaugural da primeira turma de 2026 da Fábrica Social, durante a Feira do Trabalhador, no Museu Nacional da República. Quase 800 alunos começaram a formação gratuita em corte e costura industrial e beleza, com aulas nas unidades da Cidade do Automóvel e do Sol Nascente.
Nesta edição, o curso de maquiagem foi incluído por sugestão da governadora, como parte da estratégia de ampliar as opções de qualificação em áreas com demanda por serviços e possibilidade de renda imediata. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa busca preparar os participantes para vagas no mercado de trabalho e também para o empreendedorismo.
Celina Leão afirmou que a iniciativa tem impacto direto na autonomia financeira das alunas. “A gente está pensando em ver como pode crescer a Fábrica Social, mas, principalmente, crescer a renda dessas mulheres. Esse tipo de curso cria exatamente isso: autonomia financeira”, disse. Ela destacou ainda que o governo vem ampliando o acolhimento nas duas fábricas sociais e agregando novos cursos.
A proposta também foi reforçada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. Segundo ele, os cursos são desenhados de acordo com a demanda do mercado. “Hoje, temos mais de 80 vagas em aberto somente nas empresas que participam do programa do uniforme escolar do GDF. Nós vamos preparar essa mão de obra, e o mercado vai consumir essa mão de obra”, afirmou.
Além da formação técnica, os alunos recebem orientação sobre os caminhos possíveis após a conclusão do curso. Quem busca emprego pode ser direcionado a empresas com vagas abertas. Já quem pretende abrir o próprio negócio recebe instruções sobre empreendedorismo, formação de preço, estruturação da atividade e acesso a microcrédito.
Thales explicou que o microcrédito citado pelo programa é voltado ao financiamento de ferramentas, máquinas e equipamentos para pequenos empreendedores. Segundo ele, os empréstimos começam em R$ 1 mil e podem ser pagos em até 36 parcelas, com carência de até seis meses, conforme o perfil do negócio.
Entre os alunos está Orlene Maria de Amorim, de 56 anos, que vê na formação uma chance de transformar a capacitação em trabalho. Ela contou que já havia feito outros cursos na área, mas avalia que a Fábrica Social oferece uma estrutura mais completa. “É um curso muito bom, porque é completo. Tem serigrafia, modelagem, bordado e corte em máquinas. A pessoa sai profissional”, afirmou.
A aula inaugural ocorreu durante a Feira do Trabalhador, que reuniu serviços de qualificação profissional, cadastro de currículos e oferta de vagas de emprego. Segundo a Sedet-DF, os cursos da Fábrica Social integram a política de qualificação profissional do GDF voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade social.