Kane ressalta ‘paciência’ da Inglaterra na vitória sobre RD Congo

O artilheiro Harry Kane considerou, nesta quarta-feira (1º), que a “paciência” para buscar a virada contra a República Democrática do Congo foi o segredo da vitória por 2 a 1 que classificou a Inglaterra às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Kane marcou dois gols para evitar a eliminação da seleção comandada pelo alemão Thomas Tuchel, aos 75 e 86 minutos, em partida em Atlanta.
“É uma sensação incrível”, comemorou o atacante do Bayern de Munique. “Que jogo maluco. Jogamos contra uma equipe difícil e bem organizada e começamos perdendo, mas depois da primeira pausa para hidratação elevamos o nível”, analisou o capitão dos ‘Three Lions’.
“O goleiro deles fez defesas impossíveis, mas era questão de continuar pressionando e nossos momentos iriam chegar. Teríamos o nosso momento de heróis. Poderia ser qualquer um do time, acabou sendo comigo”, continuou o centroavante em declarações à BBC. “É preciso ter paciência”, enfatizou.
Kane também destacou a capacidade de sua equipe de manter a calma na fase de mata-mata, quando “a pressão é maior e o risco é maior”.
Nas oitavas de final, a Inglaterra enfrentará o coanfitrião México, no próximo domingo, no Estádio Azteca.
“Estamos no momento do torneio em que é preciso lutar por cada vitória”, disse Kane, que também celebrou o “impacto” de jogadores que entraram ao longo da partida, como Bukayo Saka e Anthony Gordon: “Precisamos que todo mundo contribua e, felizmente, está sendo assim”.
– “Você nunca pode subestimar um adversário” –
“É hora de se recuperar e voltar à briga”, comentou o meio-campista Declan Rice. O jogador do Arsenal deixou uma mensagem clara: “Você nunca pode subestimar um adversário (…), porque ele pode te machucar a qualquer momento”.
Rice considerou Kane “inevitável”. “Ele vai ter chances. Se você der oportunidades para ele, vai ser gol”, disse à BBC.
Companheiro de Rice no meio-campo da Inglaterra, Elliot Anderson fez elogios a Kane, assim como aos jogadores que entraram no segundo tempo como Saka e Gordon.
“No final, você espera que os jogadores-chave decidam a partida. Nós lançamos as bases e tentamos fazer a bola chegar até eles. Os reservas fizeram uma grande diferença”, afirmou Anderson.
AFP