Em entrevista, Celina se distancia de ex-presidente do BRB
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), negou qualquer ligação entre ela e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. Durante entrevista à Record TV, nesta sexta-feira (21), a chefe do Executivo local afirmou que a relação entre eles era ruim e que ela mesma chegou a ser fonte para uma reportagem sobre assédios dentro da instituição.
Durante a sabatina, Celina foi questionada pelo jornalista Vladimir Porfírio sobre quais haviam sido suas atitudes — enquanto vice-governadora — para evitar que o BRB fosse vítima dos escândalos que resultaram na prisão de Paulo Henrique Costa e na descoberta de um rombo bilionário na compra de títulos podres do Banco Master.
Celina afirmou que a relação com Costa era distante e que foi publicamente contra a aquisição do Master. Em seguida, revelou que ela mesma atuou como fonte em uma denúncia:
“Eu sempre fui desafeto do Paulo Henrique, achava a gestão dele muito longe do Distrito Federal e, quando assumi o governo, todos os meus atos demonstraram isso: troquei as superintendências e todos os diretores, abri auditorias internas com empresas internacionais, mandamos tudo o que descobrimos ao Ministério Público e à Polícia Federal, e meu nome sequer consta nos registros de contato do [Daniel] Vorcaro [ex-dono do Banco Master]”, afirmou Celina, antes de detalhar sua participação na denúncia contra Paulo Henrique Costa. “Meus testemunhos, até com você, Porfírio. Dizem que não podemos revelar a fonte, mas uma vez você mesmo me ligou falando sobre assédios do Paulo Henrique no banco, perguntou o que eu achava e eu disse: ‘Vá fundo, porque assédio é coisa séria e precisa ser apurado mesmo’.”
A declaração causou desconforto e, minutos depois, a quebra do sigilo da fonte foi confirmada pelo próprio jornalista.
“Prestando esclarecimento: quando este repórter produziu a matéria sobre os escândalos de assédio moral no BRB, eu de fato procurei a governadora, e ela se antecipou. Sou obrigado a reconhecer que a então vice-governadora me ajudou na apuração. Como foi ela quem abriu mão do sigilo, esclareço que ela foi minha fonte primária no trabalho de jornalismo que resultou naquela reportagem”, confirmou Vladimir Porfírio.