Exclusivo: Avante avalia romper com Arruda após anúncio de vice

O anúncio de Luiz Pitiman como candidato a vice-governador na chapa de José Roberto Arruda (PSD) caiu mal na composição da chapa do ex-governador ao Palácio do Buriti. Cotado para compor junto a Arruda, Jorginho Argello, filho de Gim, presidente distrital do Avante, anunciou um “desembarque parcial” da sigla da campanha pessedista. “O Avante foi o primeiro a bancar a volta dele à política”, comentou, ao telefone. “O ato foi lido como uma traição. A decisão foi tomada na calada da noite e anunciada quase às pressas”, pontuou o empresário. 

Apesar de declarar que “não tem nada contra a pessoa do Pitiman”, Jorginho ainda declarou que se formou uma “chapa de empreiteiros” que “não pensa no melhor para a cidade”. Questionado para onde vai o partido a partir de agora, disse que os candidatos ao Legislativo – tanto distrital, quanto estadual – devem ser liberados para apoiar as candidaturas que acharem melhor. “Eu, por exemplo, vou pensar na campanha que tem as melhores propostas no âmbito social, como a do Leandro Grass”, garantiu. 

As negociações para a formação da chapa pessedista puro-sangue foram lideradas por Paulo Octávio e, segundo os bastidores do partido, tanto Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, quanto o candidato ao Planalto Ronaldo Caiado foram ouvidos e informados acerca da escolha. Pitiman tem 64 anos, é vice-presidente distrital do PSD e foi deputado entre 2011 e 2015. Em 2014, concorreu ao Palácio do Buriti pelo PSDB e ficou em quarto na eleição vencida por Rodrigo Rollemberg  (PSB). Anteriormente, foi secretário de Obras no governo de Agnelo Queiroz (PT) e presidente da Novacap na gestão de Arruda. 

Nos bastidores, a cúpula da campanha de Arruda já tecia críticas à atuação de Gim e Jorginho, vista como “forçação de barra” para emplacar um nome considerado fraco politicamente. Procurado, o ex-governador preferiu não comentar o episódio. O espaço, como sempre, continua aberto. 

O vice de Arruda

Pitiman tem 64 anos, é vice-presidente distrital do PSD e foi deputado entre 2011 e 2015. Em 2014, concorreu ao Palácio do Buriti pelo PSDB e ficou em quarto na eleição vencida por Rodrigo Rollemberg  (PSB). Anteriormente, foi secretário de Obras no governo de Agnelo Queiroz (PT) e presidente da Novacap na gestão de Arruda. “Cheguei a uma conclusão que a gente tem que, nesse momento, levantar do sofá e trabalhar”, pontuou. “Não é uma coisa fácil resgatar Brasília, tirar o BRB do problema que foi criado, resolver as dificuldades da Saúde pública”, comentou, na ocasião em que foi confirmado como vice. 

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