Tempo seco no DF: bebidas alcoólicas podem agravar desidratação; veja entrevista

Por Eliza Lima e Arthur Lima

A baixa umidade no Distrito Federal pode trazer problemas sérios à saúde.

O médico nefrologista Fabio Humberto Ferraz adverte sobre os perigos da desidratação, os sintomas e como evitar que a situação se agrave. Uma das recomendações é que a hidratação seja com água e não com bebidas alcoólicas.

Confira a entrevista abaixo

Usuários de bebidas alcoólicas e também do cigarro podem ficar mais vulneráveis.

“O uso de cigarros já leva ao comprometimento da limpeza das vias aéreas. Então, apenas o fato de a pessoa fumar faz com que ela tenha uma tendência maior à pneumonia (…) E o uso de álcool inibe o hormônio do corpo que se chama hormônio antidiurético”, afirma.

Secura

Com temperaturas que chegam a alcançar mais de 30 °C e a umidade de aproximadamente 20%, os riscos à saúde se tornam cada vez mais visíveis.

Segundo o especialista Fábio Humberto, os principais órgãos afetados por conta da desidratação são os rins.

“Quando uma pessoa tem um quadro de desidratação, é muito comum a ocorrência de insuficiência renal”.

O médico pontua que 10% da população brasileira já possui doença renal crônica, e que, somada à desidratação, a diálise pode se tornar necessária.

Mais riscos

Pessoas com diabetes, problemas cardíacos ou respiratórios se encontram no grupo de risco.

De acordo com o especialista, durante esse período, as pedras nos rins são ainda mais comuns.

Estima-se que cerca de 10% da população tenha crises de cólica renal.

“Geralmente são um marcador de que a pessoa tem alguma doença, sobretudo pressão alta, diabetes e colesterol, e às vezes essa doença nem está diagnosticada”.

Dentro dos casos de desidratação, Fabio Humberto pontua que a pessoa desidratada pode ter dores nas regiões lombares, sintoma de pedra nos rins e inclusive infecções urinárias de repetição.

A hidratação é principalmente importante para pacientes portadores de doenças que fazem uso de diurético.

“Quem tem quadros de diabetes pode evoluir com descompensação e piora na função renal”.

Para se prevenir, o médico consultado recomenda a hidratação constante, mesmo sem a necessidade imediata de beber água, e o uso de umidificadores dentro de casa se torna cada vez mais importante.

Segundo ele, o atendimento médico é preconizado quando esses sinais de desidratação são intensos.

Se a pessoa tem queda de pressão, turgor diminuído na pele, confusão mental ou rebaixamento do nível de consciência, ela tem que ser levada, muitas vezes, para um atendimento numa unidade de pronto atendimento ou numa unidade básica de saúde.

Isso porque, nesses casos críticos, a pessoa tem que se submeter à hidratação na veia.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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