Em clima de suspense e sem temer intervenção, Cappelli anunciará seu vice
O candidato ao governo no Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) anunciará nesta quinta-feira (13), às 10h, o nome que comporá sua vice na chapa. Segundo o ex-interventor no pós 8 de janeiro e ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a tendência é que a chapa seja puro-sangue, com um companheiro de PSB, mas que ainda há espaço para surpresas.
Ao Jornal de Brasília, o candidato garantiu que não retirará sua candidatura. O questionamento sobre a continuidade de sua campanha tem sido feito internamente no partido, especialmente diante dos conflitos com o Partido dos Trabalhadores e a campanha de Leandro Grass.
De acordo com fontes do PSB, há a possibilidade de que o Diretório Nacional possa intervir no Distrito Federal, para evitar uma duplicidade de palanques para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha à reeleição.
“Não fui procurado sobre o assunto. O diretório local aprovou meu nome. Acredito que já está tudo certo”, afirmou o pessebista.
Cappelli lembrou que convidou o candidato pelo PT-DF Leandro Grass para compor a posição de vice-governador em sua chapa, mas que não recebeu retorno ao convite. Há uma semana, Grass anunciou Dora Gomes, do PV, para compor sua vice.
Leila e Érika
Atreladas na busca por vagas no Senado Federal, a senadora Leila Barros (PDT) e a deputada federal Érika Kokay (PT) não têm se entendido. Segundo um parlamentar presenta no palco durante a convenção que oficializou Leandro Grass na disputa ao Palácio do Buriti, antes do início do evento, enquanto se posicionavam no dispositivo de autoridades, a petista não gostou de uma “brincadeira” da pedetista e com o dedo em riste pediu para que a última não lhe dirigisse a palavra. Na sequência, devido à tensão no clima entre as duas, a organização mudou a ordem dos assentos.
De acordo com outra fonte, próxima ao PT e ao PSB, o desconforto pode refletir nas campanhas. Com problemas com petistas locais – já que sua relação, em especial com o presidente Lula é muito boa –, Leila poderia fazer companha para Ricardo Cappelli e não para Grass e Érika Kokay.
Outro “fogo amigo” dentro da aliança entre PT e PDT vem de simpatizantes de Érika, que vêm a ascensão de Leila nas pesquisas como uma ameaça às pretensões da deputada federal. Desde o início da publicação das pesquisas de intenção de votos para o Senado Federal, a ex-jogadora de vôlei aparece numericamente à frente da colega. Recentemente, inclusive, pesquisas apontaram Leila â frente da favorita a uma das duas vagas, Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, o que gerou ataques internos.