Dívida global bate recorde de US$ 365 trilhões, impulsionada por emergentes
A dívida global superou a marca de US$ 365 trilhões no primeiro semestre de 2026, após um avanço de mais de US$ 10 trilhões no período. Os dados são do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), divulgados nesta quarta-feira (23).
Emergentes puxam a alta
Segundo o levantamento, os mercados emergentes responderam pela maior parte do crescimento. A dívida total desse grupo de países subiu US$ 6,5 trilhões, ultrapassando os US$ 110 trilhões — com a China na liderança do movimento.
Relação com o PIB cai, mas efeito é enganoso
Apesar do volume recorde, a proporção entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) mundial recuou nos últimos anos e está hoje em torno de 310%, cerca de 25 pontos percentuais abaixo do pico registrado no início de 2021. De acordo com o IIF, porém, essa melhora aparente decorre principalmente do crescimento nominal mais alto da economia global, impulsionado pela inflação, e não de um ajuste fiscal efetivo.
Dívida corporativa nos EUA também cresce
Nos Estados Unidos, o IIF registrou que a dívida das empresas não financeiras chegou a US$ 24 trilhões, em meio ao aumento das captações ligadas a projetos de inteligência artificial. O relatório aponta ainda a expansão do crédito privado, que passou a representar mais de 5% da dívida corporativa não financeira em aberto no país.