Do cabo da enxada à política: Wellington Mega trabalha por vaga na CLDF

A trajetória de quem começou a vida profissional muito cedo — passando de engraxate e vendedor de picolé a empresário do ramo de autoescolas e advogado — é a principal credencial que Wellington Mega (DC) apresenta ao eleitorado do Distrito Federal. Conhecido por sua forte atuação comunitária no Gama, ele participou do programa JBr Entrevista, do Jornal de Brasília, nesta quarta-feira (30), em sabatina conduzida pelo editor-chefe do veículo Lindauro Gomes, para debater suas propostas de acesso à Câmara Legislativa.

Durante o bate-papo, Mega destacou que sua decisão de ingressar na vida pública nasce do vínculo natural com as demandas da população local, moldado pelas dificuldades que superou ao lado da família.

“A minha mala é um saco, meu cadeado é um nó. Meus pais vieram de Minas Gerais para Brasília sem eira nem beira, para criar sete filhos em uma situação muito precária no Gama, quando não havia asfalto nem estrutura. Eu trago esse exemplo. O que me levou a entrar na política foi justamente a conexão com o povo e a ideia de ajudar ao próximo que vem do meu berço”, relembrou.

Apoio a mães atípicas e juventude

Entre as bandeiras que pretende defender na CLDF, o empresário destacou o projeto “Mãe de Plantão”, voltado ao suporte de famílias e cuidadores de pessoas atípicas. A proposta visa ampliar a rede pública de apoio e firmar parcerias estratégico-sociais para garantir assistência psicológica e espaço para qualificação profissional dessas mulheres.

“A ‘mãe de plantão’ é aquela que precisa deixar o seu tempo para cuidar exclusivamente da situação atípica do filho. O objetivo é ampliar o que já existe e buscar parcerias público-privadas para salvar o tempo de espera e garantir a saúde mental dessa mulher, permitindo que ela também possa estudar, se qualificar e ter momentos de descanso”, explicou.

Na área de esporte e cultura, Mega citou o histórico de 30 anos em ações comunitárias, que culminou no projeto Bola e Viola. A iniciativa promove torneios de futebol e apresentações artísticas em troca da arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.

“Projetos para os jovens não podem acontecer só em época festiva ou no aniversário da cidade; têm que ser rotina. O músico precisa de sustento e o jovem atleta tem o sonho de crescer. O Bola e Viola começou de forma simples e hoje reúne forças de várias entidades e artistas para arrecadar toneladas de alimentos”, pontuou.

Saúde, emprego e o projeto “GamaTec”

Apresentando-se como um candidato que pretende atuar com independência em relação ao Poder Executivo, Wellington Mega apontou a saúde pública, a segurança e a geração de emprego como as prioridades do seu eventual mandato.

“Governo bom a gente acompanha e ajuda; governo ruim a gente fiscaliza e cobra. Nosso compromisso é com quem acredita na gente”, afirmou. “Ao andar pelas RAs, percebo que a saúde pública ainda é o grande gargalo do DF, e sem saúde a população não tem nada.”

Voltado especialmente para sua cidade-natal, o candidato defendeu a implantação do “GamaTec”, um polo de capacitação e inclusão digital destinado a conectar jovens e idosos às exigências do mercado tecnológico contemporâneo:

“O GamaTec é a tecnologia perto da população, uma oportunidade para que o jovem não fique ocioso e possa aprender uma nova profissão mercado afora, unindo escolas públicas, setor produtivo e parcerias público-privadas”, concluiu.

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