Em primeiro ato após 1º turno, Celina foca em reverter votos nulos 

A governadora Celina Leão (PP) não venceu a eleição em primeiro turno por cerca de 170 votos. A conta da campanha, porém, é outra: quase 26 mil pessoas digitaram o número da candidata à reeleição errado. Filiada ao PP, Celina concorre com o 11, mas alguns eleitores, provavelmente puxados por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas eleitas senadoras pelo PL, digitaram o 22 na urna e tiveram os votos invalidados. Para a governadora, que realizou uma reunião com lideranças partidárias nesta segunda (5), não tem mistério para a segunda volta. 

“Tivemos muitos votos 22 para governadora”, comentou. “Neste segundo turno, é isso: continuar mostrando nosso número correto e fazer um trabalho com aquelas pessoas que acreditaram até agora”, pontuou. 

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis estiveram presentes ao comitê de campanha, no SIA, bem como o deputado federal eleito Thiago Manzoni, que representaram a aliança com o PL. Presidente distrital do PSD, Paulo Octávio também esteve presente e ocupou a cadeira ao lado de Michelle. 

Questionada sobre os apoios que vai buscar para vencer definitivamente Leandro Grass (PT), Celina apontou que já entrou em contato com Kiko Caputo (Novo), que passou a campanha afirmando que era “o único candidato de direita” entre aqueles e aquelas que concorreram no primeiro turno. “Hoje eu liguei para o Kiko, que é uma pessoa de direita. Ficamos de tomar um café. Brasília vai se alinhar do lado certo”, garantiu a governadora. 

Ela também celebrou a votação candango para o Legislativo, seja no âmbito distrital, seja no federal. “Nós fizemos a maioria na Câmara distrital, a maioria de deputados federais, as duas senadoras”, comemorou. Apesar da maioria na CLDF, a votação de domingo (4) levou seis pessoas ligadas à esquerda – ou possivelmente opositoras do atual governo – à Casa, o que aumenta a oposição ao Buriti no Legislativo local, que conta com seis deputados e deputadas na legislatura atual e contará com sete na próxima. 

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