Ataque terrorista de 7 de outubro em Israel jamais será esquecido
Em 7 de outubro de 2023, o ataque do Hamas a Israel matou cerca de 1.200 pessoas e levou 251 para Gaza como reféns. Entre elas havia crianças, jovens, mulheres, idosos, famílias inteiras, moradores de comunidades próximas à fronteira, soldados e participantes de um festival de música. Dos levados para Gaza, 209 foram sequestrados vivos. Dezenas morreram em cativeiro; pelo menos seis foram mortos por seus captores. Cada número guarda um nome, uma voz, uma mesa que ficou vazia e uma família obrigada a aprender a viver com a ausência.
Hoje, a memória se volta a essas vítimas e a todos os que sobreviveram carregando feridas que não aparecem em fotografias: o medo que retorna, o sono interrompido, a culpa de ter sobrevivido, a espera por alguém que não voltou. Lembramos também os familiares, cuja dor não terminou quando cessaram as notícias. Para eles, o tempo passa sem apagar o dia em que o mundo se partiu.
Essa memória também alcança outras vidas atingidas pela violência: israelenses e palestinos que perderam parentes, casas, segurança e futuro; ucranianos sob a guerra; sudaneses expulsos de suas cidades pelo conflito e pela fome; populações da República Democrática do Congo, de Mianmar, do Haiti, do Iêmen, da Síria, do Afeganistão e do Sahel, submetidas à guerra, à perseguição, ao terror e ao deslocamento. Lembramos ainda as vítimas de violências que raramente ocupam as manchetes e aquelas cuja dor se tornou tão frequente que parece ter desaparecido do noticiário.
Há também vidas sacrificadas sem uma explosão ou um ataque anunciado: pessoas submetidas à fome e à pobreza, famílias sem acesso a moradia, água, educação e cuidados de saúde; refugiados que atravessam fronteiras levando tudo o que lhes resta; migrantes explorados ou abandonados pelo caminho; crianças privadas da infância; mulheres submetidas à violência; idosos deixados à própria sorte; povos discriminados; pessoas sem proteção ou sem lugar seguro para existir. Algumas dessas mortes são imediatas. Outras acontecem lentamente, no abandono, na indiferença e na injustiça.
Em memória das vítimas da violência, da injustiça e do esquecimento.
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— Diário do Poder (@diariodopoder) October 7, 2026
Recordar as vítimas de 7 de outubro não exige esquecer nenhuma outra vítima. A dor humana não precisa disputar espaço, e a compaixão não diminui quando alcança mais pessoas. Cada povo tem direito à memória de seus mortos; cada família, ao luto; cada sobrevivente, à dignidade e à possibilidade de reconstruir a vida.
O verdadeiro humanismo não escolhe quem merece ser chorado. A verdadeira empatia não pergunta de que território, religião, nacionalidade, raça, cor, gênero, origem ou condição social vem a vítima. Reconhece, em cada pessoa ferida ou perdida, alguém cuja vida tinha valor antes de se tornar estatística — e continua a ter depois que o mundo desvia os olhos.