Celina critica governo Lula por negar aval ao BRB e cobra postura de Grass
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a responsabilizar o PT pelas dificuldades enfrentadas pelo Banco de Brasília (BRB). Durante entrevista à Rádio Atividade, na manhã deste sábado (10), a candidata à reeleição acusou o partido de transformar a crise financeira da instituição em uma disputa política e afirmou que o governo federal negou, por motivos ideológicos, o aval necessário para uma operação de crédito destinada a reforçar o caixa do banco.
Celina comparou a situação do BRB com o apoio financeiro concedido pelo governo Lula aos Correios e questionou a diferença de tratamento. “O PT politizou a crise do BRB. Ele deveria ter atendido, dado o aval, que era uma coisa tão simples”, declarou.
A governadora também direcionou críticas ao adversário no segundo turno, Leandro Grass (PT), cobrando uma atuação junto ao Palácio do Planalto. “É engraçado você ouvir o meu adversário falando que vai ajudar. Por que não ajudou até agora? O candidato dele é presidente da República. Já podia ter sido resolvido, né?”, afirmou.
A governadora defendeu sua atuação para preservar o BRB e afirmou que uma mudança no comando do governo federal poderia facilitar a recuperação da instituição. Segundo ela, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, acompanhada de sua reeleição no DF, abriria caminho para uma solução mais favorável ao banco.
O GDF tenta obter recursos para fortalecer a situação financeira do BRB, enquanto a discussão sobre o aval da União está no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Luiz Fux.
Apesar das dificuldades, Celina voltou a afastar a possibilidade de privatização do BRB. A governadora afirmou que o GDF avalia alternativas de financiamento, inclusive no exterior, para reduzir a dependência de instituições financeiras brasileiras.
Em setembro, ela também se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em um possível aporte de recursos.
Para Celina, a recuperação do banco continua sendo uma prioridade, e a saída para a crise deve preservar o controle público da instituição.