Flavio usou passaporte italiano, ele tem dupla cidadania. Veja o documento.

O documento denominado “manifesto” que registrou os passageiros do voo privado que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos indica que ele viajou utilizando seu passaporte italiano, em razão de sua dupla cidadania, enquanto sua esposa e filhas utilizaram passaportes brasileiros. A informação foi divulgada na página “Hoje no Mundo Militar” no Instagram, que reproduz o documento do embarque. O manifesto e as confirmações oficiais argentinas reforçam que a saída ocorreu com documentação considerada válida pelas autoridades de destino, sem incidentes registrados na fronteira.

Documento lista os passageiros e seus documentos.

De acordo com o material, Flávio Nantes Bolsonaro consta na lista com nacionalidade italiana (“ITA”). Já Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e as filhas Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro aparecem como brasileiras (“BRA”). O post ressalta que o parlamentar viajou como cidadão italiano porque, no momento do embarque, seus passaportes brasileiros (comum e diplomático) já haviam sido cancelados pela Polícia Federal a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A rota descrita por veículos brasileiros e argentinos confirma o trajeto: a família entrou na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves (fronteira seca entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na província de Misiones), por volta das 22h50 do dia 27 de outubro, sem passar por posto de controle brasileiro de saída. Em seguida, embarcaram em jato particular (prefixo LV-IQW ou similar, operado por Baires Fly) de Puerto Iguazú com escala em Guayaquil (Equador) e destino final ao Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, Flórida, onde o aparelho pousou na manhã do dia 28.

A cidadania italiana de Flávio foi reconhecida em 2023 (assim como a de Eduardo; Carlos em 2024), por descendência de antepassado de Anguillara Veneta (Vêneto). O governo italiano confirmou o reconhecimento em resposta parlamentar. Autoridades brasileiras não têm competência para cancelar passaporte emitido por outro país, o que permitiu o uso do documento italiano mesmo após a determinação de Moraes de entrega dos passaportes e a proibição de deixar o território nacional, no contexto de investigação por lavagem de dinheiro na qual o senador nega irregularidades.

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