Partido de Netanyahu acusa partidos árabes de “roubar” eleição em Israel
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quarta-feira (28) partidos árabes de “roubar” a eleição parlamentar de terça (27) e pediu investigação das autoridades. “As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes”, diz a nota. O texto fala em “crimes penais graves de suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos”. O partido não tornou públicas as provas que afirma ter.
O que diz o Likud
Segundo a nota, o partido encaminhou à polícia, ao serviço de segurança interna (Shin Bet) e à Comissão Central de Eleições “centenas de depoimentos e provas de roubo de eleições em muitas seções eleitorais árabes”. A New Arab informa que o texto também acusa os partidos árabes de apoiar o terrorismo. O Likud diz que levará o material à Justiça. A nota não nomeia os partidos acusados.
Respostas
A Comissão Central de Eleições afirmou que monitora a integridade do pleito, como em todas as eleições, e que “todas as denúncias dos partidos relativas à integridade das eleições ou a supostos erros nos resultados serão examinadas”. Segundo o Jewish Chronicle, o órgão disse não haver “indícios de adulteração sistemática de cédulas”. De acordo com a New Arab, a polícia prendeu três pessoas sob suspeita de tentar comprar votos para o partido árabe Ra’am e apreendeu mais de 24 mil shekels, em episódio que a comissão classificou como isolado.
O líder do Ra’am, Mansour Abbas, disse que Netanyahu mente e incita contra seu partido.
Na terça, dia da votação, Netanyahu escreveu nas redes sociais: “Se não acordarmos agora, vamos nos encontrar com um governo de Mansour Abbas e Ahmad Tibi”, segundo o GV Wire. O premiê apontou filas em locais de votação de comunidades árabes. Um dos líderes do Balad, Sami Abu Shehadeh, respondeu que as filas deveriam trazer “orgulho e alegria a qualquer um que acredita na democracia”.