Summit paralímpico em Brasília tem vans adaptadas e intérpretes de Libras para garantir acessibilidade
O Summit CBCP 2026, realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), contou com uma estrutura especial de acessibilidade para receber atletas, dirigentes, técnicos e demais participantes. O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD) e da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), disponibilizou transporte adaptado e intérpretes de Libras durante a programação encerrada nesta sexta-feira (6).
Para garantir o deslocamento dos participantes, cinco vans adaptadas do programa DF Acessível fizeram o traslado entre o Aeroporto Internacional de Brasília e o local do evento nos dias de chegada e retorno das delegações. Cada veículo comporta até nove pessoas, com duas baias destinadas a cadeiras de rodas e outros sete assentos. Ao longo do encontro, aproximadamente 90 passageiros utilizaram o serviço.
A acessibilidade também chegou à comunicação. A SEPD disponibilizou dois intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para a solenidade de abertura. “A acessibilidade precisa chegar primeiro, para garantir que as pessoas com deficiência tenham condições de participar de todos os espaços e atividades”, destacou o diretor de Comunicação Acessível da secretaria, Alexandre Ferreira de Castro.
A intérprete Raquel do Carmo, que participou da abertura, ressaltou que a tradução permite mais do que simplesmente acompanhar as falas do evento. “Nosso papel é mais do que só traduzir, é proporcionar autonomia, independência, participação efetiva e equidade”, afirmou. Já a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá, destacou o transporte acessível como ferramenta para garantir autonomia e direitos às pessoas com deficiência.
Organizado pelo Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), o Summit reuniu representantes do paradesporto para discutir gestão, governança, formação esportiva, ciência aplicada e ampliação das oportunidades para atletas com deficiência. A programação buscou aproximar instituições e compartilhar experiências voltadas ao fortalecimento dos clubes e da prática paralímpica no país.