16 anos depois, Arruda lança candidatura ao Buriti no Centro de Convenções

Um rosto conhecido e um nome de peso. Essas são as principais apostas do ex-governador José Roberto Arruda, hoje no Partido Social Democrático (PSD), para um eventual retorno à chefia do Executivo distrital. Em parceria com o Avante de Gim Argello, o PSD realizou convenção neste sábado (1º) e oficializou sua candidatura ao Governo do Distrito Federal (GDF) em evento marcado por nostalgia, tom de redenção e críticas à gestão de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP). Apesar da convenção, continua o mistério sobre a posição de vice na chapa para outubro. 

Apesar do atraso nos voos, a convenção contou com a presença do pré-candidato da sigla à Presidência, Ronaldo Caiado, além do presidente nacional do PSD (e candidato a vice junto a Caiado), Gilberto Kassab. Sem os correligionários, Arruda disse considerar o seu palanque como um dos maiores do goiano no Brasil. “Eu conheço o Caiado há quase 40 anos e ele é muito bem-vindo aqui em Brasília, onde já marca quase 20% das intenções”, comentou. “Certamente é um palanque forte”, completou. 

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Sobre a escolha para a vaga de vice, ele desconversou quando questionado pelo Jornal de Brasília. Ladeado por Paulo Octávio, Alberto Fraga, Izalci Lucas e Maria Abadia, ele considerou que “essa fotografia que temos aqui é muito positiva” – todos são possíveis escolhas da cúpula pessedista para a campanha. “Ainda não temos essa definição”, comentou, citando também Gim Argello, liderança do Avante. “Ainda vamos conversar e definir o melhor perfil para a campanha. Questionado se haveria um critério principal para a escolha, preferiu o mistério: “o único segredo da política é o segredo”, brincou. 

Arruda também foi questionado sobre um possível medo com relação a eventuais proibições para concorrer ao Palácio do Buriti. “A lei da Ficha Limpa diz que o prazo de inelegibilidade começa a contar depois da condenação. Eu estou elegível. Não há condenação eterna”, comentou. Ainda assim, novamente perguntado, ele não crê que, “a 60 dias do pleito, haverá mudanças na legislação vigente”. “Eu me perdoei”, decretou. “Cometi um erro e paguei por outro que me atribuíram”, completou.

Inelegibilidade

O ex-governador deu a entender que a decisão cabe a Paulo Octávio, já que o empresário tem conduzido as negociações para a composição da chapa. A disputa é acirrada e Argello já havia empurrado Arruda contra a parede quando da nominata do Avante, em março, quando garantiu com microfone em punho que o partido que lidera teria a preferência para a vaga. Na mesma ocasião, o ex-governador contemporizou e disse que a iniciativa fazia parte do jogo, mas nada estava decidido. 

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Gosto musical 

Na playlist do evento constavam músicas de superação, como Conselho, do grupo Revelação, e Volta por Cima, composição de Paulo Vanzolini e imortalizada por grandes intérpretes da música brasileira, como Beth Carvalho e Maria Bethânia. O enredo das canções faz faz alusão às atribulações de Arruda depois de deixar o Palácio do Buriti, como a prisão no âmbito da Operação Caixa de Pandora, a inelegibilidade – tema que vem e vai no entorno do ex-governador, que ainda não tem clara a luz verde para concorrer – e a atuação nos bastidores para a eleição de aliados, como a ex-esposa Flávia Peres (então Flávia Arruda), em 2018. 

Os jingles também foram revelados a apoiadores e imprensa presentes ao CICB. Com alusões aos ramos de Arruda, as canções políticas entoam uma alegada mudança de rumos do Distrito Federal com base na semeadura e colheita de políticos e dias melhores na capital da República. De acordo com a segurança do local, efetuada por uma empresa privada, a sala destinada à convenção teve tomada a capacidade total, com cerca de 3 mil presentes.

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