Arruda anuncia aposentadoria: “A vida é maior que a política”
O ex-governador e agora ex-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD), cuja candidatura foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta (24), anunciou o fim da vida eleitoral. Para o pessedista, que foi pela terceira vez impedido de concorrer em função da Lei da Ficha Limpa, há outros propósitos a seguir agora. “A vida é maior que a política”, disse, com um sorriso um tanto amargo. “Volto à minha vida pessoal, aos meus filhos, às minhas netas, sempre torcendo pelo melhor para o Brasil”, despediu-se o pessedista.
A saída de Arruda gerou um corre-corre nos bastidores das campanhas que fazem oposição a Celina Leão (PP), que busca a reeleição em outubro. Apesar disso, o ex-governador não declarou voto, apesar de fazer deferências aos candidatos que restam no páreo. “Têm se portado de uma maneira correta, elegante, sem entrar no submundo, no subterrâneo dos poderes, e que têm colocado um propósito para Brasília”, disse, ao mencionar os nomes de Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT) – nesta ordem.
Ainda assim, Arruda não respondeu quando questionado se faria algum movimento em prol dessas candidaturas, nem mesmo se assumiria uma pasta caso seja convidado por quem vencer as eleições. Ele, contudo, fez questão de se dirigir aos eleitores, finalizando com um alerta: “não votem em mim”. Pros meus eleitores, primeiro uma mensagem de gratidão. Segundo, a certeza de que eu registrei minha candidatura com a Lei”, garantiu.
“Mas, no momento em que o Judiciário decide em contrário, a minha contribuição para a democracia brasileira é falar do respeito que tenho pelas decisões judiciárias e pelo poder Judiciário”, reconheceu Arruda.
O pessedista, em cuja convenção apareceram Gilberto Kassab – presidente da sigla – e Ronaldo Caiado – candidato a presidente pelo PSD -, revelou não temer pelo palanque de Caiado em Brasília na disputa pelo Planalto. “Tenho conversado com o Kassab diariamente, mas acho que essa eleição presidencial está muito desconectada das eleições estaduais”, ponderou. “Em nenhum momento eu pude contribuir para a eleição presidencial e minha saída também não vai ser prejudicial”, finalizou.