Botafogo entra em acordo com Ferraresi, e São Paulo terá Newton de graça
VALENTIN FURLAN
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
O Botafogo chegou a um acordo verbal com Nahuel Ferraresi e seu staff e encaminhou a contratação definitiva do zagueiro.
A reportagem apurou que o Botafogo agora resolve apenas as questões burocráticas para formalizar o acerto. A negociação recoloca nos trilhos o modelo de troca revelado anteriormente pelo UOL, que havia sido interrompido justamente pela falta de acordo entre o clube carioca e os representantes do defensor.
Com o impasse superado, o São Paulo também destrava a operação envolvendo Newton e deverá garantir a chegada do volante sem precisar desembolsar pela transferência.
Na ocasião, São Paulo e Botafogo já tinham um entendimento para viabilizar a chegada de Newton -mas a resistência do staff de Ferraresi impediu a conclusão do negócio. O venezuelano não havia dado sinal verde para a transferência definitiva, obrigando os clubes a redesenharem a engenharia financeira da operação.
ENGENHARIA FINANCEIRA
Pelo formato acertado entre as diretorias, Newton acabou adquirido pelo São Paulo por um valor próximo a 3 milhões de euros. Em paralelo, o Botafogo ganhou tempo para se acertar com Ferraresi, após o staff bater o pé de última hora, pelo mesmo valor. Ou seja, as duas compras serão compensadas.
Na prática, o time paulista deixa de receber pela venda do zagueiro, enquanto o clube carioca abre mão de receber pela negociação do volante. O resultado é que Newton chega ao Morumbis sem gerar desembolso em direitos econômicos.
A solução reproduz o desenho originalmente elaborado pelas diretorias e revelado pelo UOL antes de o impasse com o staff de Ferraresi interromper o avanço das conversas.
NEGOCIAÇÃO COMEÇOU COM ARTUR
A relação entre os clubes já havia rendido outros frutos nesta janela. O empréstimo de Ferraresi ao Botafogo garantiu inicialmente 800 mil euros ao São Paulo e abriu caminho para a chegada de Artur por empréstimo.
Como o UOL revelou, o atacante desembarcou no Morumbis com o São Paulo arcando com 60% dos salários. Os outros 40% ficaram condicionados ao cumprimento de metas de partidas, além de uma opção de compra fixada em 6 milhões de euros.