DF registra 420 ações contra distribuidoras irregulares; Ceilândia lidera ranking

Ceilândia lidera o número de registros de irregularidades envolvendo distribuidoras de bebidas no Distrito Federal em 2026, com 63 ocorrências contabilizadas entre 1º de abril e 26 de outubro. Na sequência aparecem Recanto das Emas, com 59 registros, e Gama, com 36. Os dados são da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), que contabilizou 420 ações de fiscalização no período, contra 607 no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa uma redução de 30,8% nos registros, segundo o levantamento divulgado pelo órgão.

Além das três regiões que encabeçam a lista, Santa Maria aparece com 30 ocorrências, enquanto Guará e Taguatinga registraram 25 cada. Planaltina teve 22 registros, Samambaia contabilizou 20 e Paranoá e São Sebastião somaram 15 cada.

Outras regiões apresentaram números menores, como Águas Claras, com nove ocorrências, e Lago Sul, com duas. Segundo a DF Legal, não foram registradas operações em 26 de Setembro, Arapoanga, Jardim Botânico, Lago Norte, Ponte Alta, Sol Nascente e Varjão durante o período analisado.

As distribuidoras de bebidas devem respeitar o horário de funcionamento estabelecido pela Portaria Conjunta nº 01/2025, que permite a abertura ao público entre 6h e meia-noite, inclusive em áreas comerciais, mistas e residenciais. Fora desse intervalo, os estabelecimentos podem continuar realizando entregas por aplicativos, desde que permaneçam com as portas fechadas.

O descumprimento das regras pode resultar em notificação, multa, interdição imediata e apreensão de equipamentos e mobiliário. De acordo com o chefe da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais da DF Legal, Flávio de Andrade Monteiro, as ações são realizadas em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar, que pode emitir o Termo de Constatação de Infração para posterior homologação pelos auditores fiscais.

A DF Legal atribui a redução dos registros ao trabalho integrado com as forças de segurança e afirma que as operações também contribuem para o enfrentamento da criminalidade e do tráfico de drogas.

O levantamento apresentado, porém, não traz indicadores que permitam comprovar essa relação. Moradores que identificarem distribuidoras funcionando em desacordo com as normas podem registrar denúncias pelo telefone 162 ou pela plataforma Participa-DF. As manifestações podem ser feitas com pedido de sigilo e são analisadas pela Ouvidoria da DF Legal antes de serem encaminhadas às equipes responsáveis pela fiscalização.

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