Escola do DF denuncia à PCDF caso de maus tratos à criança

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação sobre suspeita de maus tratos sofridos por uma criança de 8 anos, supostamente praticados pela madrasta. A denúncia foi feita pela direção da escola pública onde a criança estuda, nesta quarta-feira (13).
De acordo com o delegado Fernando Fernandes, responsável pelas investigações, a principal hipótese é de que a vítima tenha sido torturada. Segundo a denúncia, a madrasta é a principal suspeita de queimar o garoto com um garfo quente na região das nádegas.

Os educadores estranharam mudanças no comportamento da criança e, ao descobrirem as lesões pelo corpo, especialmente nas nádegas, procuraram a 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) para registrar um boletim de ocorrência.
Ainda de acordo com o delegado, a direção da escola percebeu que a criança apresentava uma lesão no rosto e “sempre” chegava na instituição com muita fome, suja e aparentemente depressiva.
“ Na presença do Conselho Tutelar, o menino revelou que teria sofrido algumas lesões provocadas por um objeto aquecido. A criança falou em garfo, mas pode ter sido provocada por algum outro utensílio doméstico ou ferramenta”, relatou Fernandes.
O pai da criança foi intimado e compareceu à 19ª DP. Em depoimento ele informou que trabalha como carroceiro, e passa o dia fora. Segundo o carroceiro, a criança de 8 anos, e outros 7 filhos que moram com ele, são responsáveis pela própria higiene pessoal, e por esse motivo ele não viu as lesões.

A madrasta apontada como autora das lesões não foi localizada na residência. Ela foi intimada a comparecer à delegacia e se comprometeu ao comparecimento na tarde desta quinta-feira (14), juntamente com seu advogado. Porém, até a mais recente atualização desta matéria, a mulher não havia comparecido.
A mãe biológica da criança contou que não via o filho desde março deste ano. E alegou que era impedida pelo pai do menino de ter qualquer contato com o filho, afirmando sempre que o garoto estaria doente.
Após os procedimentos legais, a criança foi encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML). Ele foi entregue à mãe biológica pelo Conselho Tutelar.
A mulher solicitou medidas protetivas pela Lei Henry Borel, para evitar qualquer aproximação enquanto as investigações estiverem em andamento.