Farmácia oncológica do HRT entrega 9,5 mil medicamentos em dois anos
A Farmácia Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) entregou 9,5 mil medicamentos nos dois primeiros anos de funcionamento, completados em outubro. Referência no atendimento a pacientes com câncer do Distrito Federal e do Entorno, a unidade conta com dez farmacêuticos especializados em oncologia e oferece acompanhamento individualizado para adequar os tratamentos à rotina e às condições de saúde de cada pessoa.
Durante as consultas, os profissionais avaliam não apenas os medicamentos utilizados contra o câncer, mas também outros tratamentos realizados pelos pacientes. O objetivo é organizar horários e doses para evitar interações medicamentosas e garantir a eficácia das terapias.
” Tentamos entender quem é esse paciente, de onde ele vem e a sua rotina, porque não adianta ter um propósito de cuidado que não se encaixe na vida daquele indivíduo”, explica o farmacêutico Hugo Carvalho, responsável técnico pela unidade.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h. Segundo Carvalho, muitos pacientes também fazem acompanhamento para doenças como diabetes, colesterol alto e problemas de circulação, o que exige atenção à combinação dos medicamentos.
O chefe do serviço de oncologia do HRT, José Lucas Pereira Júnior, destaca que a precisão na administração dos remédios é essencial, principalmente nos casos de doenças mais agressivas. O acompanhamento farmacêutico ajuda a assegurar o uso das doses corretas e a evitar a perda de eficácia do tratamento.
“Quando há uma doença agressiva, quanto mais precisão no tratamento, melhor”, afirma o médico. Ele acrescenta que o suporte dos farmacêuticos contribui para reduzir riscos de falhas terapêuticas e recidiva do câncer.
Além da orientação sobre os medicamentos, a unidade também atua na educação em saúde. A chefe da farmácia oncológica, Natália Schmidt de Moraes, explica que a equipe procura incentivar a continuidade dos tratamentos, inclusive quando eles precisam ser mantidos por vários anos.
Os profissionais também alertam sobre os riscos da desinformação e do uso de produtos apresentados como curas alternativas. Chás e plantas medicinais, por exemplo, podem interferir na ação dos medicamentos e provocar efeitos prejudiciais à saúde.
“A vizinha toma um chá, e o paciente quer também. Às vezes, há plantas que podem interagir com o remédio e até fazer mal”, alerta Moraes.
Com informações da SES-DF