GDF chama greve dos rodoviários de “político-eleitoreira” e aciona Justiça
O Governo do Distrito Federal (GDF) acionou a Justiça do Trabalho neste domingo (27) após os rodoviários confirmarem greve geral a partir de 0h desta segunda-feira (28).
Em nota, o governo classificou a paralisação como “político-eleitoreira” e informou que pediu ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) que analise a legalidade do movimento. A greve foi confirmada pela categoria após a rejeição da proposta de reajuste salarial de 6% apresentada pelas empresas.
O GDF argumenta que reconhece o direito dos trabalhadores de reivindicar melhores salários e condições de trabalho, mas acusa o sindicato de misturar a negociação trabalhista com a disputa eleitoral.
Segundo o governo, a ligação da entidade com a CUT e o apoio político do presidente do sindicato a um adversário eleitoral seriam indícios dessa motivação. O sindicato, por sua vez, afirma que a paralisação ocorre porque as propostas das empresas não atenderam às reivindicações da categoria. As negociações começaram em julho e passaram por mais de dez rodadas.
Na ação, o governo também pede que a Justiça determine a circulação de pelo menos 80% dos ônibus nos períodos de menor movimento e de 100% da frota nos horários de pico, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.
A preocupação aumenta com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4).
O GDF informou ainda que pretende colocar nas ruas uma quantidade de ônibus equivalente à de um dia útil durante a votação, mesmo com a eleição ocorrendo no domingo.