Handebol universitário do DF decide campeões neste domingo
O fim do ano letivo se aproxima, as férias estão chegando, mas não é só isso que gera expectativa na reta final das aulas semestrais. A competição esportiva universitária no Distrito Federal também é aguardada. No domingo (18), Brasília recebe as finais do Campeonato W.A. de Handebol Interatléticas.
O torneio reúne sete atléticas de diferentes instituições de ensino superior do DF e movimenta as categorias feminina e masculina. As rodadas finais acontecem no Instituto Federal de Brasília (IFB), campus Asa Norte, das 10h30 às 16h. Na disputa pelo título feminino, estão as equipes do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). No masculino, a ESCS enfrenta a Universidade Católica de Brasília (UCB).
Em 2026, o campeonato chega à segunda edição. Ao todo, 12 equipes participaram da competição, sendo seis de cada gênero. O torneio reuniu as atléticas de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), do Centro Universitário de Brasília (CEUB), da Universidade Católica e da Universidade de Brasília (UnB). Também participaram a Liga das Atléticas da Universidade Católica de Brasília (L.A.U.C.B.) e a Atlética de Engenharias da UnB.
Segundo o professor de educação física e organizador do torneio, Warley de Souza Soares, a expectativa é de bom público nas finais, impulsionado pela divulgação nas redes sociais.
“A expectativa para a final é que seja uma grande confraternização do handebol universitário, com jogos equilibrados, muita torcida e um bom público. Estamos divulgando o evento pelo Instagram e esperamos que todos os jogos sejam emocionantes, incluindo a disputa pelo terceiro lugar”, afirmou Warley.
O organizador também adiantou os planos para as próximas edições, que incluem a ampliação do número de participantes e mudanças no formato da disputa. A proposta é aumentar a competitividade e permitir a participação de mais equipes universitárias. Para 2027, a previsão é adotar um novo modelo de classificação para as fases decisivas e, no ano seguinte, dividir o campeonato em duas séries.
“Para a terceira edição, prevista para 2027, a intenção é ampliar a competição para 16 equipes, sendo oito no naipe feminino e oito no masculino. O projeto já está estruturado e prevê um formato em que todas as equipes se enfrentam ao longo do campeonato, seguido pelo Final Four, com as quatro melhores disputando semifinais e final. Nesse modelo, o primeiro colocado enfrenta o quarto, enquanto o segundo joga contra o terceiro. A proposta é inspirada na Liga Nacional de Handebol. Além disso, a ideia é implementar um sistema de rebaixamento, em que as duas equipes com pior desempenho em cada naipe sejam encaminhadas para a Série Prata. A partir de 2028, o objetivo é organizar a competição em duas divisões, Série Ouro e Série Prata, ampliando a participação das universidades e fortalecendo o handebol universitário.”
Maria Clara Pereira, jogadora de handebol da Atlética Lendária do CEUB, de 24 anos, falou sobre a importância de competições como a Interatlética de Handebol para o calendário de uma equipe universitária.

“Participar da Copa WA foi muito importante porque passamos a ter um objetivo ao longo do semestre. Em vez de disputar apenas amistosos ou jogos entre faculdades de Medicina, temos um campeonato com várias rodadas, que permite acompanhar a evolução do time. Diferentemente do Intermed, que acontece uma vez por semestre e funciona no formato mata-mata, a Copa WA dá a oportunidade de corrigir erros e adaptar a equipe durante a competição. Isso aumenta o nível dos treinos e contribui para fortalecer o handebol em Brasília”, contou a atleta universitária.
Para Eduardo Ramos, jogador da Atlética de Medicina da UnB, o diferencial do torneio é o formato de pontos corridos.

“A experiência foi muito boa. É um campeonato que reúne as principais atléticas do meio esportivo e se diferencia de outras competições universitárias por funcionar no formato de pontos corridos, permitindo que as equipes disputem mais partidas e evoluam tecnicamente. Mesmo quem não chega à final tem a oportunidade de ganhar experiência, o que é importante para os outros campeonatos”, explicou Eduardo.