Jornais estrangeiros ironizam eliminação do Brasil na Copa
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo repercutiu com força na imprensa estrangeira nesta segunda-feira (6), dia seguinte à derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final. Jornais esportivos de Argentina, Itália, Espanha e Portugal deram destaque ao revés e publicaram críticas e ironias sobre o desempenho da seleção.
No diário argentino Olé, a queda brasileira foi o principal assunto da capa, sob a manchete “No compasso do tamborim”. Em texto publicado no site, o veículo recuperou a imagem de um Brasil associado à posse de bola, à habilidade técnica e às parcerias criativas, e afirmou que a vitória norueguesa foi “muito justa, histórica e explicativa”, ao dizer que o abandono do “DNA” da seleção custou o Mundial aos brasileiros.
Na Itália, o Corriere dello Sport destacou a derrota da equipe dirigida por Carlo Ancelotti e estampou na capa a chamada de que “[Erling] Haaland fez o Brasil chorar”. A reportagem também descreveu a seleção brasileira como um time “menor, laborioso, episódico” e lembrou que, na próxima Copa, o Brasil chegará a um jejum de 28 anos sem título mundial. O texto ainda fez referência à própria Itália, fora do Mundial pela terceira edição consecutiva.
O espanhol Marca também deu espaço ao resultado, além de destacar o duelo da seleção espanhola contra Portugal, marcado para esta segunda-feira, em Miami. A cobertura ressaltou a atuação de Haaland e do goleiro Orjan Nyland, que fez defesas importantes. O jornal também mencionou as entradas de Danilo Santos e Neymar no segundo tempo e disse que as mudanças tiraram Endrick do comando ofensivo. A reportagem questionou ainda a cobrança de pênalti por Bruno Guimarães no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0, e afirmou que Vinícius Júnior, apontado como principal nome da equipe, deveria ter assumido a responsabilidade.
Em Portugal, o A Bola também dedicou amplo espaço ao revés brasileiro. A chamada de capa citou Haaland e Andreas Schjelderup, do Benfica, enquanto o texto sobre a partida classificou o adeus do Brasil como “cruel”. O diário destacou Vinícius Júnior em tom menos crítico e afirmou que o atacante liderou o ataque brasileiro, criou jogadas de perigo e participou da melhor chance da equipe na segunda etapa, ao dar a assistência para Endrick, que desperdiçou a oportunidade diante do goleiro.
*Com informações da Agência Brasil