José Dirceu é procurado para negociar aumento às forças de segurança do DF

As negociações para a concessão de reajuste para os Policiais Civis do Distrito Federal (PCDF) terá a ajuda do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), que se reuniu na tarde desta sexta-feira (22) com o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), e a deputada federal Érika Kokay (PT). O encontro ocorreu após o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) negar aos policiais civis a paridade salarial com a Polícia Federal.
Segundo o presidente da CLDF, José Dirceu se comprometeu a ajudar nas negociações com o governo federal. “Ele nos disse que trabalhará para reverter a situação, uma vez que essa intervenção no fundo é ilegal. O governo cabe verificar se a gestão do Fundo Constitucional está sendo gerido da forma correta e não interferir”, afirmou. “Ao governo federal, cabe enviar ao Congresso Nacional a medida provisória, determinando o reajuste.”
A busca pela ajuda de José Dirceu vem em um momento em que o governo federal vetou a paridade salarial entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Civil, oferecendo um aumento de 18% em duas vezes aos membros da força local.
De acordo com Wellington Luiz, o pedido foi para um reajuste para as três corporações: Polícia Civil, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. “O José Dirceu é um nome forte no governo, tem influência e conhece como poucos todo o processo, pois quando era ministro trabalhou para a concessão de reajuste. Sei que ele pode nos ajudar.”
“Foi o Dirceu que lá atrás ajudou com o reajuste. Durante o governo da presidente Dilma [Rousseff] entendemos que não receberíamos porque ganhávamos mais do que a Polícia Federal. No governo [Rodrigo] Rollemberg (PSB) foi ele que não mandou e, no governo passado, do [Jair] Bolsonaro ele não quis dar”, delineou a linha do tempo.

Wellington classificou como absurda a negativa de paridade e defendeu que o governo federal reveja a situação.
Outro ponto criticado é a possibilidade de o controle dos recursos da Segurança Pública do Distrito Federal retornar para as mãos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para o distrital, essa mudança poderia acabar definitivamente com o Fundo Constitucional do DF.