Jovens de 15 a 19 anos têm até 30 de junho para se vacinar contra o HPV no DF
Os jovens de 15 a 19 anos têm até o dia 30 de junho para se vacinar contra o Papilomavírus Humano (HPV). A campanha é voltada para meninas e meninos que não receberam o imunizante na faixa etária recomendada, de 9 a 14 anos. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a meta é imunizar cerca de 45,2 mil pessoas. Desde o início da estratégia, em março de 2025, foram aplicadas aproximadamente 5,1 mil doses, o que corresponde a 11,3% do público estimado.
A iniciativa foi proposta pelo Ministério da Saúde e está sendo executada em todo o país com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção contra o HPV e doenças associadas. A meta nacional é alcançar 90% de cobertura vacinal. Embora a estratégia tenha possibilitado o resgate de parte dos jovens que perderam a oportunidade de vacinação na idade recomendada, a adesão ainda está abaixo do percentual esperado. Segundo a SES-DF, entre os fatores que podem influenciar a baixa procura estão a desinformação sobre a segurança e a eficácia da vacina, a percepção equivocada de risco, a associação da imunização ao início da vida sexual e a baixa adesão às campanhas de vacinação. “A vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção contra a infecção pelo Papilomavírus Humano, uma infecção sexualmente transmissível associada ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer”, informou a pasta.
Além disso, o órgão orienta que pais, responsáveis e jovens que ainda não receberam a vacina procurem um local de vacinação o quanto antes para garantir a proteção contra o HPV e suas complicações. A vacina protege contra os cânceres de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, além das verrugas genitais. “A imunização é segura, eficaz e representa uma importante medida de prevenção contra diversos tipos de câncer e outras doenças relacionadas ao vírus”, reforçou.
Para o Jornal de Brasília, a médica infectologista Eveline Vale explicou que o HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que pode infectar a pele e as mucosas, como boca, faringe, laringe, região genital e anal. Segundo a professora de medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), existem mais de 200 tipos de HPV. A doença é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais frequentes no mundo. “A maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com o vírus em algum momento da vida”, destacou.
A especialista ressaltou a importância da vacinação entre os jovens. “A vacina oferece proteção antes do contato com o vírus, estimulando o organismo a produzir anticorpos capazes de impedir a infecção pelos tipos de HPV mais associados ao câncer e às verrugas genitais”, afirmou. Segundo a infectologista, a vacina apresenta alta eficácia e segurança, reduzindo significativamente o risco de infecção, de lesões precursoras do câncer e do desenvolvimento de diversos tipos de câncer relacionados ao HPV. Ela destacou ainda que a imunização pode prevenir os cânceres de colo do útero, anal, de pênis, vulvovaginal, de laringe e de orofaringe. Além disso, reduz a ocorrência de lesões pré-cancerosas que, sem tratamento, podem evoluir para câncer ao longo dos anos, bem como a manifestação de verrugas genitais.
A médica alertou que a vacinação de ambos os sexos é uma estratégia fundamental para reduzir a carga de doenças relacionadas ao HPV. Os meninos também podem desenvolver doenças causadas pelo vírus, incluindo verrugas genitais e cânceres de pênis, ânus, laringe e orofaringe. “Quando meninos e meninas são vacinados, diminui-se a circulação do vírus na população, ampliando a proteção coletiva”, explicou. Outro ponto destacado pela especialista é que a vacinação continua sendo recomendada mesmo após o início da vida sexual. Segundo Eveline, muitos jovens ainda não tiveram contato com todos os tipos de HPV cobertos pela vacina. Dessa forma, a imunização continua oferecendo proteção contra variantes do vírus às quais a pessoa ainda não foi exposta. “Embora a vacina tenha maior benefício quando aplicada antes do início da vida sexual, ela pode trazer proteção adicional e contribuir para a redução do risco de doenças relacionadas ao HPV em adolescentes e jovens”, afirmou.
Para a infectologista, a principal orientação é buscar informações em fontes confiáveis e conversar com profissionais de saúde. “A vacina contra o HPV é segura, eficaz e amplamente utilizada em diversos países. Muitas vezes o HPV não causa sintomas imediatos, mas pode resultar em câncer anos depois. A mensagem mais importante é que a vacina contra o HPV previne o câncer”, concluiu.
SAIBA MAIS:
A vacina contra o HPV está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal, conforme a rotina de vacinação da rede pública. Os locais e horários de atendimento podem ser consultados nos canais oficiais da SES-DF. Para se imunizar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.