Kiko Caputo critica gestão do DF e apresenta propostas para saúde e mobilidade

O candidato do partido Novo ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, afirmou que o Distrito Federal vive uma “crise de gestão” e apresentou propostas para áreas como saúde pública, mobilidade urbana e governança. As declarações foram dadas durante entrevista à BandNews Brasília na manhã desta segunda-feira (31).

Morador de Brasília desde 1973, Caputo comparou a capital planejada de décadas atrás com o cenário atual e atribuiu parte dos problemas dos serviços públicos ao uso político de cargos no governo.

Segundo o candidato, o crescimento desordenado, as dificuldades na saúde, os problemas de mobilidade e a sensação de insegurança seriam reflexos de uma administração marcada pelo que classificou como “fatiamento eleitoreiro” dos cargos públicos.

“Eu prometo essencialmente duas coisas: um choque de honestidade e um choque de gestão, tendo o servidor público como energia para resgatar a excelência dos serviços.”

Caputo defendeu que cargos estratégicos sejam ocupados por servidores qualificados, com foco no planejamento, na execução e na avaliação dos resultados das políticas públicas.

Saúde pública

Na área da saúde, o candidato afirmou que pretende manter o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), mas propôs mudanças na gestão e maior rigor na fiscalização dos recursos. Também defendeu o fortalecimento da Secretaria de Saúde.

Caputo criticou as filas para exames e cirurgias e afirmou que o DF possui um dos maiores gastos per capita com saúde do país, mas não entrega serviços compatíveis com os recursos empregados.

“A atual situação da saúde no DF é indigna. Só tem médico quem tem dinheiro; quem não tem enfrenta filas de anos para exames e cirurgias.”

Expansão do metrô e novas vias

Para a mobilidade urbana, Caputo propôs investimentos de pelo menos R$ 1,2 bilhão na modernização e expansão do metrô. Entre os destinos citados estão Samambaia, Ceilândia, Pôr do Sol e Sol Nascente.

O candidato também apresentou um plano para a construção ou implantação de cinco novas vias expressas para tentar reduzir os congestionamentos:

  • Estrada Parque de Planaltina: ligação alternativa para desafogar a BR-020, passando pelas regiões de Arapoanga, Vale do Amanhecer, Itapoã e Paranoá;
  • Segunda ponte do Lago Norte: conexão com a região do Centro Olímpico e Acadêmico da Universidade de Brasília (UnB) e a L4 Norte;
  • Estrada Parque de Braslândia: acesso por trás da Estrutural até o Setor Militar Urbano (SMU);
  • Estrada Parque Águas Claras: atualização do projeto Interbairros para facilitar o deslocamento entre Águas Claras, Guará e Plano Piloto;
  • Estrada Parque do Encanto: ligação entre Recanto das Emas, Riacho Fundo e o Plano Piloto.

Questionado sobre concessões e privatizações, o candidato afirmou que não considera o modelo um tabu e disse que a prioridade deve ser a qualidade e a eficiência dos serviços prestados à população.

“Privatização para mim não é tabu. Tabu é não dar serviço público de excelência.”

Críticas ao BRB

Ao final da entrevista, Caputo também criticou a condução financeira e a transparência do Banco de Brasília (BRB). O candidato questionou informações divulgadas pelo governo sobre a situação da instituição e afirmou que ainda não estaria claro o tamanho do problema financeiro.

Caputo atribuiu ao governo atual responsabilidade pelo que classificou como uma crise no banco e criticou a falta de transparência sobre o tema.

As declarações fazem parte da estratégia do candidato para apresentar um diagnóstico da administração do Distrito Federal e defender uma proposta de mudança na gestão pública durante a disputa pelo Palácio do Buriti.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.