Manoel de Andrade completa 26 anos como membro do TCDF

O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Manoel de Andrade, completa neste sábado (4), 26 anos como membro da Corte. Nomeado conselheiro em 2000, ele participou de diferentes fases da atuação do órgão e, atualmente, conduz a instituição defendendo um modelo de fiscalização voltado à prevenção de irregularidades e ao aperfeiçoamento da gestão pública.

Em nota enviada ao Jornal de Brasília, Manoel de Andrade destacou o significado da data e fez um balanço da própria trajetória.

“Hoje completo 26 anos como conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, uma data muito significativa na minha vida. Depois de passar por várias profissões, como garçom, chofer de táxi e professor, hoje sou magistrado administrativo do Distrito Federal, feliz por fazer a coisa certa, que é servir à sociedade. Andar no caminho reto, cumprir com o que deve ser cumprido para não desapontar a sociedade, que tem esperança. Não há prazer maior do que contribuir para a construção de um Brasil melhor por meio da atuação dos agentes públicos”, afirmou.

Natural do Rio Grande do Norte, Manoel de Andrade chegou a Brasília em 1973. Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como servente, copeiro, garçom e taxista. Em 1990, foi eleito deputado distrital, exerceu dois mandatos na Câmara Legislativa do Distrito Federal e, posteriormente, ocupou o cargo de secretário de Estado até ser nomeado conselheiro do TCDF.

Ao longo dos últimos 26 anos, participou de julgamentos, análises de contas públicas e da consolidação de ações voltadas ao fortalecimento do controle externo no Distrito Federal.

Em fevereiro deste ano, durante entrevista ao JBr Entrevista, do Jornal de Brasília, Manoel de Andrade relembrou a própria trajetória e afirmou que a experiência como gestor público influenciou diretamente sua visão sobre o papel dos tribunais de contas.

Segundo ele, o trabalho do órgão deve ir além da fiscalização tradicional e atuar também na orientação dos gestores públicos para evitar falhas administrativas antes que elas ocorram.

“O gestor quer acertar, mas muitas vezes precisa de orientação. Quando o Tribunal dialoga e acompanha a administração, é possível prevenir erros, evitar desperdícios de recursos públicos e aperfeiçoar a gestão”, afirmou na ocasião.

Na entrevista, o presidente também destacou que uma de suas prioridades é aproximar o Tribunal da sociedade e tornar a instituição mais acessível ao cidadão.

“Quero deixar um Tribunal transparente, colaborativo e de portas abertas. O Tribunal pertence à população e precisa estar cada vez mais próximo das pessoas”, declarou.

A proposta de uma atuação preventiva, frequentemente definida por Manoel de Andrade como um “Tribunal da Pedagogia”, tem sido uma das principais marcas de sua gestão. O modelo busca orientar administradores públicos, reduzir falhas na execução de políticas públicas e evitar prejuízos aos cofres públicos antes da adoção de medidas sancionatórias.

Com 26 anos de atuação na Corte, Manoel de Andrade segue à frente da presidência do TCDF defendendo uma fiscalização baseada no diálogo, na transparência e no fortalecimento da administração pública.

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