Médica supera tumor cerebral e retribui trabalhando no Hospital de Base

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Aos 32 anos, a médica infectologista Mariana Ramos transformou sua própria história de superação em exemplo de dedicação ao cuidado com os pacientes. Diagnosticada com um tumor cerebral em 2022, durante a residência médica, ela foi tratada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Hoje, já curada, atua na mesma unidade onde teve a vida salva.

O diagnóstico surgiu de forma inesperada no terceiro ano da residência, após uma crise convulsiva. Exames confirmaram meningioma, tumor benigno que afeta as meninges, membranas que revestem o cérebro. Mariana passou por cirurgia, ficou sete dias na UTI e, posteriormente, enfrentou uma cranioplastia, além de um longo processo de reabilitação física e emocional.

Mesmo diante das dificuldades, ela afirma que nunca esteve sozinha. “Cada vez que eu abria os olhos, havia sempre um profissional ao meu lado, pronto para ajudar. As equipes que me atenderam proporcionaram as melhores condições possíveis”, relembra.

A médica enfrentou complicações após a cirurgia: acordou sem conseguir movimentar os dois lados do corpo e com dificuldades na fala. “Tive que aprender o básico, como um bebê; dependia completamente das outras pessoas. Mexer a cabeça, sentar e levantar, somente com apoio dos outros”, conta. “Naquele momento, eu realmente entendi o sentido da equipe multidisciplinar. Foram aqueles profissionais que salvaram a minha vida.”

Recuperada, Mariana prestou concurso para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no fim de 2024 e hoje atua no HBDF, na linha de cuidados da neurocirurgia e no controle de infecção hospitalar.

Para o coordenador do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do HBDF, Julival Ribeiro, a presença da médica no hospital tem um peso simbólico e prático. “A história de superação, a experiência vivida por ela e o esforço das nossas equipes para salvá-la são fatores fundamentais para que a tenhamos nessa linha de frente”, afirma.

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)


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