MPDFT participa de ato contra o feminicídio no Eixão do Lazer
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) participou, no último domingo, 31 de maio, do evento “Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio”, realizado no Eixão do Lazer. A iniciativa reuniu centenas de participantes com o objetivo de chamar atenção para a mobilização social, a conscientização, a solidariedade e o enfrentamento à violência contra as mulheres.
O evento foi idealizado por Jéssica Cytrus, sobrevivente de tentativa de feminicídio e uma das vítimas acompanhadas pelo Projeto Amparar, iniciativa do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) voltada ao acolhimento e à promoção dos direitos das vítimas. Segundo Jéssica, a ação representa um exemplo de transformação da dor em mobilização social, ampliando a visibilidade da causa e fortalecendo a rede de proteção às mulheres.
Representaram o MPDFT no evento a ouvidora das mulheres, promotora de justiça Mariana Nunes, e as coordenadoras do Nuav, promotoras de justiça Jaqueline Gontijo e Thaís Tarquínio. A conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Fabiana Costa também participou da ação.
Durante o evento, as representantes do Ministério Público conversaram com participantes e vítimas, divulgaram os canais de denúncia e reforçaram a importância de buscar ajuda diante dos primeiros sinais de violência. Elas destacaram que a prevenção da violência de gênero contribui para a construção de uma sociedade mais segura, igualitária e livre de todas as formas de violência contra as mulheres.
As integrantes do MPDFT também ressaltaram o papel da instituição na prevenção, investigação e responsabilização dos autores de violência contra a mulher, além da promoção de medidas protetivas, do fortalecimento da rede de atendimento e da garantia dos direitos das vítimas e familiares.
A promotora de justiça Thaís Tarquínio afirmou que o acompanhamento psicossocial e informacional de direitos fornecido pelo Ministério Público impacta não apenas a vítima, mas toda a sociedade. Como exemplo, citou o caso de Jéssica, que passou a mobilizar outras pessoas na luta contra o feminicídio.
Já a promotora de justiça Jaqueline Gontijo considerou que a expressiva participação popular demonstrou o crescente engajamento da sociedade na prevenção e no combate ao feminicídio, fenômeno que segue produzindo graves impactos sobre mulheres, crianças, famílias e comunidades inteiras.
*Com informações do MPDFT