Mulher é presa por suspeita de exploração sexual de adolescente em Brazlândia; marido está foragido

Uma mulher investigada por exploração sexual de uma adolescente de 14 anos foi presa na sexta-feira (12), em Brazlândia, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O marido dela conseguiu fugir do cerco policial e é considerado foragido.

A prisão preventiva foi cumprida por agentes da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), nas proximidades da residência da investigada, localizada na área rural da cidade.

As investigações tiveram início após a identificação de uma adolescente de 14 anos, natural do Maranhão, que havia sido trazida para o Distrito Federal pelos investigados e passou a residir com o casal em uma propriedade rural na região do INCRA 7. Segundo a PCDF, os suspeitos assumiram integralmente a manutenção da adolescente, fornecendo moradia, alimentação, vestuário e demais necessidades básicas, criando uma relação de dependência econômica e assistencial.

Durante as diligências, foram reunidos elementos que indicam que a adolescente teria sido inserida em uma dinâmica afetiva e sexual previamente idealizada pelo casal. De acordo com a investigação, os suspeitos admitiram ter trazido a menor para viver com eles com o propósito de integrá-la ao núcleo familiar e possibilitar a geração de um filho por meio do relacionamento mantido com o investigado.

A apuração também aponta que a adolescente foi retirada de seu ambiente de origem e passou a viver sob a exclusiva influência dos investigados. Há ainda indícios de que ela estava afastada das atividades escolares e auxiliava em trabalhos desenvolvidos na propriedade rural.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos, em caráter de urgência, pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a pedido da PCDF.

Segundo a corporação, o principal enquadramento investigado é o crime previsto no artigo 218-B, § 2º, inciso I, do Código Penal, que trata da exploração sexual de adolescentes mediante oferecimento de vantagens econômicas ou assistenciais. A pena pode chegar a 16 anos de prisão, além de multa.

A Polícia Civil informou ainda que o entendimento adotado na investigação encontra respaldo em recente precedente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a configuração do crime mesmo quando a exploração ocorre por meio da oferta de moradia, sustento, presentes ou outras vantagens materiais, independentemente de pagamento direto em dinheiro e do consentimento da vítima.

A PCDF divulgou a foto do foragido Adão Silva de Sousa e solicita que informações sobre seu paradeiro sejam repassadas por meio do canal 197.

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