Novo projeto urbano propõe melhorias nas ruas brasileiras

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Para melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades, realizada por intermédio de parcerias público-privadas (PPPs), foi desenvolvido o projeto Se Essa Rua Fosse Minha. A iniciativa, criada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foi oficialmente lançada nesta terça-feira com a assinatura de um acordo de cooperação técnica com o Ministério das Cidades. A cerimônia, realizada no auditório do Sindicato da Indústria da Construção do Distrito Federal (Sinduscon-DF), contou com a presença do ministro Jader Filho.

Durante a solenidade, o presidente da CBIC, Renato Correia, ressaltou a importância da união entre o governo e o setor privado para transformar a realidade urbana do país. Ele destacou ainda o papel estratégico da construção civil e relembrou o impacto do programa Minha Casa, Minha Vida, criado em 2009. Segundo ele, o programa “não apenas gerou negócios, mas tirou da moradia precária milhões de famílias em todo o país”.

Com esse mesmo espírito de transformação, Renato celebrou a criação do projeto Se Essa Rua Fosse Minha, que nasce da escuta da população e da articulação entre os setores público e privado. “Essa iniciativa tem o potencial de facilitar a articulação de esforços entre as esferas da administração pública, em parceria com o setor privado, para fomentar avanços em questões como iluminação, pavimentação, saneamento e outras intervenções que resultem em maior qualidade de vida para a população”, afirmou.

O presidente também reconheceu o papel do ministro Jader Filho na condução do projeto, exaltando sua atuação como referência na área de habitação. Ele agradeceu à equipe envolvida, especialmente ao vice-presidente de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, idealizador da iniciativa.

Na ocasião, Carlos Eduardo destacou a importância da rua como espaço essencial para a qualidade de vida urbana e defendeu que ela receba o mesmo cuidado dado à habitação. Ele reforçou que a parceria entre os setores público e privado é fundamental para garantir infraestrutura completa nas cidades — incluindo pavimentação, iluminação, drenagem, saneamento, áreas verdes e segurança. “Hoje, essa rua deixa de ser minha e passa a ser nossa. Mas com muita certeza que, em breve, essa rua será de milhares de brasileiros, principalmente daqueles que mais precisam”, afirmou.

O secretário nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé, ressaltou o projeto Se Essa Rua Fosse Minha como parte de uma política pública inovadora e integrada de desenvolvimento urbano. Para ele, o nome do programa já carrega um senso de pertencimento e cuidado com o espaço público. Ele também valorizou o engajamento do ministro Jader Filho e da equipe técnica do Ministério das Cidades na busca por soluções criativas com foco em resultados concretos.

Sonhar para concretizar

Segundo o ministro Jader Filho, a publicação do acordo de cooperação técnica do projeto Se Essa Rua Fosse Minha deve ocorrer no Diário Oficial da União já nesta quarta-feira. “Para que nós possamos fazer esse projeto que vai trazer dignidade para a população, [ele] possa ser multiplicado pelo Brasil.” O ministro afirmou que essa será uma prioridade incluída no orçamento. “Que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) possa financiar cada vez mais projetos como esse”, completou.

Ele também destacou o esforço do governo para que os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) levem aos municípios melhorias como abastecimento de água, esgotamento sanitário e infraestrutura urbana. Jader reforçou a importância de pensar as cidades a partir da vivência cotidiana das pessoas: “Nós não vivemos no Brasil, nem nos estados. Nós vivemos nas cidades. Se eu quiser ser mais exato, moro numa rua”. Para o ministro, embora o projeto Se Essa Rua Fosse Minha pareça hoje uma utopia, é preciso sonhar para transformar. “Se nós não sonharmos, se não idealizarmos, se não dermos o primeiro passo, aquilo que é sonho hoje nunca vai se tornar realidade”, afirmou.

Ele citou como exemplo o programa Minha Casa, Minha Vida, que no início também foi considerado impossível. “Quando foi criado em 2009, muitos achavam impossível. Hoje contratamos 100 mil casas em pouco mais de um mês.” Para Jader, o sucesso do programa habitacional mostra que ambições bem planejadas podem se concretizar: “Todo projeto começa com uma ambição. Se lá atrás aquele sonho não tivesse sido lançado, seguramente nós não estaríamos aqui celebrando esses resultados.”

Apoio do setor imobiliário do DF

O presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Celestino Franco Junior, esteve presente na solenidade e ao JBr, contou que esse é um projeto de suma importância para o setor imobiliário do Brasil todo, não só do DF. “É um primeiro passo que vai trazer desenvolvimento, revitalização urbana e qualidade de vida”, reforçou. Ele destacou que a iniciativa vai de encontro com os ideais da entidade.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon), Adalberto Cleber Valadão Júnior, foi uma honra muito grande ser anfitrião dessa cerimônia. O dirigente do sindicato acredita que o projeto vai poder levar no futuro, segurança para as ruas, com iluminação pública e toda a infraestrutura necessária. “Estou muito esperançoso para que esse projeto de fato seja realizado em larga escala e cresça cada vez mais”, finalizou.


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