OMS cobra da Rússia dados sobre morte em instituto de peste

A OMS (Organização Mundial da Saúde) pediu à Rússia mais informações sobre a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre peste na Sibéria. Nesta quarta-feira (7), o Kremlin respondeu que Moscou já compartilhou tudo o que sabe e acusou a mídia de divulgar informações falsas.

Segundo autoridades russas, Darya Shipilova, de 28 anos, morreu na sexta-feira (2) em decorrência de uma pneumonia de origem ainda não determinada. O caso gerou preocupação internacional, inclusive do presidente americano, Donald Trump, e levou à quarentena inicial de cerca de 200 pessoas.

O que a OMS quer saber

Em publicação no X, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a organização pediu esclarecimentos sobre a causa da pneumonia grave, o agente que motivou as medidas de saúde pública e as notícias de um segundo funcionário com pneumonia de causa indeterminada.

Tedros disse que o “compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações”, previsto no Regulamento Sanitário Internacional, é essencial para esclarecer relatos conflitantes e avaliar os riscos.

De acordo com o diretor, Moscou informou à OMS que nenhum caso de peste foi registrado recentemente na região de Irkutsk. As autoridades russas também disseram ter feito uma investigação epidemiológica e testado os contatos, entre os quais nenhum patógeno de alta ameaça foi detectado. A OMS ofereceu apoio técnico.

Kremlin rebate

Questionado sobre o pedido, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia informou a OMS de forma adequada e pediu cautela com o uso de reportagens como referência. Para ele, a maior parte do que a imprensa divulga sobre o caso são “informações falsas”. Peskov recomendou que se usem os dados da Rospotrebnadzor, órgão regulador de saúde russo.

A Rospotrebnadzor não respondeu de imediato ao pedido de comentário da agência Reuters.

Na terça-feira (6), o órgão informou que não havia caso de peste entre os contatos de Shipilova. Uma autoridade local disse que 60% dos colocados em quarentena já haviam sido liberados.

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