Pela primeira vez em duas décadas, Argentina crescerá três anos seguidos
A Argentina deve registrar, em 2027, o terceiro ano seguido de expansão do PIB, algo que não ocorre há duas décadas, segundo projeções do Banco Mundial divulgadas.
O organismo estima crescimento de 4,4% em 2025, 2,1% em 2026 e 3% em 2027. Se os números se confirmarem, o país encerrará o mandato do presidente Javier Milei — iniciado em dezembro de 2023 — com três anos consecutivos de alta. O relatório admite, porém, risco de recessão técnica no meio do caminho, com queda no segundo e no terceiro trimestres de 2026.
A última sequência prolongada de crescimento ocorreu entre 2003 e 2008, nos governos de Néstor Kirchner e no início da gestão de Cristina Kirchner. O Banco Mundial associa a retomada atual a reformas fiscais e trabalhistas, ao ajuste das contas públicas, à abertura comercial e a incentivos ao investimento. Entre os resultados citados estão a queda da inflação, a passagem de déficits para superávits orçamentários e a redução do risco-país, medido pelo EMBI da J.P. Morgan, de cerca de 2.000 pontos em 2022-2023 para a faixa de 500 a 600 pontos em 2026.