PF prende suspeita de traficar mulheres para prostituição em Israel
A Polícia Federal informou, nesta quinta-feira (5), que prendeu a principal investigada por um esquema de tráfico de mulheres para exploração sexual em Israel, na Operação Dirty Dancing, deflagrada ontem, em Ananindeua (PA).
Além da prisão, a Justiça Federal determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, bem como a apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos. E um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Goiânia.
O cerco ao envio ilegal de brasileiras para prostituição de brasileiras foi resultado de parceria com a Polícia de Israel, que compartilhou informações sobre a organização criminosa transnacional que recrutava mulheres brasileiras para exploração sexual no território israelense.
A PF detalhou que o esquema lucrava com a retenção de valores obtidos com a atividade de exploração sexual, após a entrada irregular das brasileiras em Israel. E a atuação do grupo era contínua e estruturada para explorar essas mulheres em diversos países.
“A líder da organização usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. O grupo providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes. […] Os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio”, detalhou a PF, com base nas investigações.
As investigações podem resultar na responsabilização dos suspeitos por crimes de tráfico de pessoas, organização criminosa, promoção de migração ilegal, operação ilegal de câmbio, rufianismo e favorecimento da prostituição.