Trump diz que não tomou partido na eleição a pedido de Lula: ‘Desgraça’

Em seu quarto dia sem reconhecer a vitória petista nas eleições presidenciais do Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou, nesta quinta-feira (29), que não tomou partido na disputa pelo governo brasileiro por ter acatado uma orientação do presidente Lula (PT), reeleito na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do país norte-americano reafirmou seu entendimento de que o pleito foi uma “vergonha”, um dia depois de garantir que não vai se envolver a disputa, mesmo tendo permitido a entrada de Flávio no território estadunidense.

“Eu assisti à eleição. Não tomei partido. Deixei como estava. Fui orientado a não tomar partido pelo presidente [Lula], o atual presidente. Mas quando vi o que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. Bem, o mercado diz isso. Quer dizer, o mercado deles despencou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil” disse Trump.

A declaração foi dada para repórteres que o questionaram sobre se apoiaria a carta de Flávio sobre ele ter se declarado o verdadeiro “presidente eleito”, depois recuar e afirmar ser “líder do Brasil”, mantendo acusações de fraude.

“Não quero comentar sobre isso agora, mas achei que a eleição foi um enorme constrangimento para o povo brasileiro… Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, concluiu Trump.

O presidente dos Estados Unidos disse que ainda falaria com Lula sobre o tema: “Vou falar com ele. Mas ainda não reconheceu a vitória do petista, no 2º turno, no domingo (25).

A reeleição de Lula já foi reconhecida oficialmente no Brasil, inclusive por aliados e pelo próprio partido de Flávio Bolsonaro, o PL.

Lula já havia declarado à CNN, em setembro, que Trump havia lhe comunicado sua intenção de não interferir nas eleições presidenciais do Brasil.

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