Você vai se surpreender com a comparação dos números de Carlo Ancelotti com os de Tite

Quando a Confederação Brasileira de Futebol apostou em Carlo Ancelotti, a expectativa geral era de que o técnico mais vitorioso da história do futebol europeu trouxesse de volta o protagonismo e a mentalidade vencedora que a Seleção Brasileira parecia ter perdido. 

O currículo do italiano no futebol mundial é indiscutível e recheado de taças, mas, quando colocamos os números frios na mesa, a realidade salta aos olhos e surpreende: Ancelotti não conseguiu entregar nada nem perto do que foi a era Tite.

Para quem costumava criticar o trabalho anterior, os dados mostram que a regularidade do passado virou saudade. Tite fechou o seu ciclo de mais de seis anos no comando da Amarelinha com um aproveitamento avassalador de 80,2% em 81 jogos disputados. Já Ancelotti, que comandou a Seleção na reta final deste ciclo, encerrou sua passagem com 64,7% de aproveitamento. É uma queda brusca de rendimento para os padrões de uma equipe que costumava dominar o cenário sul-americano com extrema facilidade.

Na linha do tempo dos treinadores mais recentes, o italiano acabou ficando em uma espécie de limbo. Ele conseguiu se posicionar um pouco acima de Dorival Júnior, que teve uma passagem bastante instável de 16 jogos e fechou com 58,3% de aproveitamento antes de ser demitido no início de 2025.

Por outro lado, o técnico europeu ficou bem à frente de Fernando Diniz. E convenhamos: pior do que Fernando Diniz não teve nenhum outro técnico na história recente do futebol brasileiro. A passagem de Diniz foi um desastre completo, com apenas seis jogos, três derrotas seguidas, recordes negativos históricos e um aproveitamento vexatório de 38,8%.

Diante de todo esse cenário, a grande conclusão nos leva a um mistério que, até agora, ninguém entendeu, absolutamente ninguém: a renovação do contrato de Carlo Ancelotti até 2030. Mesmo com o peso de uma eliminação precoce na Copa do Mundo e números tão decepcionantes na bagagem, a CBF optou por estender o vínculo do treinador. No futebol atual, onde os resultados mandam e as cobranças são imediatas, fica a pergunta que não quer calar: onde é que fica a tal da meritocracia?

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.