Justiça italiana decide futuro de Carla Zambelli
A Justiça italiana marcou para terça-feira (27) uma nova análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil.
O processo envolve a condenação de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando Zambelli se envolveu em uma discussão política e perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo portando uma arma.
A audiência estava inicialmente prevista para 29 de outubro, mas foi antecipada após um erro de comunicação sobre a data, segundo a defesa.
A Justiça italiana deverá avaliar os requisitos legais para a extradição, sem reabrir o julgamento realizado no Brasil.
Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou uma decisão anterior favorável à extradição e determinou uma nova análise.
Entre os pontos considerados estão as garantias de assistência médica que seriam oferecidas à ex-parlamentar caso ela fosse transferida para o Brasil.
A defesa afirma que Zambelli enfrenta problemas de saúde, incluindo fibromialgia e episódios de desmaio.
As autoridades brasileiras forneceram informações sobre o atendimento médico e as condições de custódia previstas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Os advogados também pretendem contestar a extradição com argumentos relacionados a garantias processuais e direitos humanos.
A defesa ainda prepara revisões criminais e pedidos para retirar o nome da ex-deputada da lista da Interpol, além de sustentar alegações de perseguição política.
A decisão da Justiça italiana será determinante para os próximos passos do caso.
Se a extradição for autorizada, Zambelli poderá ser entregue às autoridades brasileiras para cumprir a pena, enquanto uma eventual negativa impedirá a transferência nos termos da decisão.